A idéia de participar dessa prova
nasceu, pelo menos para mim, em junho deste ano, quando entrei em contato com o
Cláudio manifestando minha vontade de participar dela, ele respondeu o email
dizendo que ia expor a idéia para a jacarezada e ver se alguém mais se
empolgava. As semanas foram passando e de vagar iam surgindo mais interessados,
até que no final de julho ele montou as equipes e fez as inscrições. Desde aí
começou a crescer em mim a ansiedade para participar da prova que com certeza
seria uma das mais emocionantes da minha vida.
Chegada a sexta-feira (13 de
setembro), descemos eu, Pauo Bis, Cláudio e os meus pequenos Nicolas e Maria
Vitória, direto para São Francisco do Sul, para a retirada dos kits no Hotel
Villa Rica e o congresso técnico no centro histórico da cidade. Desde esse
momento percebia-se que a prova era bem organizada, inclusive são os mesmos
organizadores da Volta a Ilha e do Desafrio de Urubici, como lembrou nosso
presidente Cláudio.
No congresso técnico a ansiedade
ficou maior ainda (se é que isso era possível), quando o organizador da prova
começou a comentar cada seção dela, chegando na seção 4, mostrou fotos do rio
que os atletas que fizessem esse trecho teriam que atravessar, e na foto
mostrava que o rio estava tão baixo como uma poça d’água, o que me deixou bem
mais tranquila (porque não é novidade que não sei nadar...).
Retornando para Itapoá, onde a
casa e a receptividade extraordinária da família Neneve nos esperava, junto com
os jacas Maria Luíza, Wagner, Fátima, Deisiane, Ade, Rudival, Celinha, Alcione
e Wellington, para um jantar súper “engordiet” (onde o meu cachorro quente
ficou pra história), uma conversa rápida e descontraída até que todos foram se
acomodar para as poucas horas de sono que os separavam da prova do dia
seguinte.
No sábado, dia 14 de setembro, o
dia começou cedo, não sei nem se podemos chamar de dia, pois acordamos as 3h50
da madrugada para nos prepararmos para a saída de Itapoá, que combinamos que
seria as 4h30 da manhã, pois a viagem de mais ou menos 130km até São Francisco
levaria umas 2 horas, e a largada da prova, para nosso trio e nosso sexteto,
seria as 7 horas da manhã. Como jacaré é precavido, mesmo tendo nos perdido a
caminho da prova conseguimos chegar tranquilamente no local da largada, o
Mercado Públio, por termos saído bem cedo de Itapoá, já outras equipes que
também estavam escaladas para largar as 7h da manhã chegaram com 15 minutos de
atraso na largada, pois para quem não conhece a cidade, é difícil se deslocar
de carro por lá, principalmente nas ruas estreitas do centro histórico, sem
falar nas linhas de trem que passam no meio da cidade.

A organização da prova realiza
largadas a cada meia hora, considerando o nível técnico de cada equipe, a
primeira largada é as 7h da manhã, e foi a essa hora que nosso trio largou
representado pelo Wagner, e o nosso sexteto representado pela Celinha. E aí
começava a aventura de verdade!!
Após percorrerem os 9,1km da
primeira seção, A Celinha e o Wagner passaram o posto para o Paulo Bis e o
Rudival, respectivamente, que percorreram seus 8,2km todo em asfalto, passando
para o Wellington e o Cláudio assumirem a terceira seção, de 4,7km toda em
estrada de chão. Seguimos eu (Yonara) e Wagner para a quarta seção, na praia do
Capri, composta por apenas 1km de estrada de paralelepípedo, de onde já
entrávamos para a praia, encontrando de cara os rios que estavam bem longe do
que nos foi apresentado no dia anterior no congresso técnico.
O primeiro rio estava na altura
dos joelhos, o segundo, na altura do quadril, até aí tudo bem... porém o
terceiro, no qual haviam 3 bombeiros auxiliando na travessia, estava fundo até
a altura do pescoço, eu e a Deisiane, que passamos por esse rio, ficamos apenas
com o topo da cabeça para fora, se não fosse a corda e os bombeiros ajudando, a
correnteza do rio com certeza me levaria...rs...

Os quilômetros que se seguiram
foram, para mim, os mais lindos da minha vida, pois a neblina na praia do Capri
estava tão densa, que dez passos depois de atravessar os rios, eu olhei para
trás e não vi mais os bombeiros, olhando para frente não conseguia ver o atleta
que estava na minha frente, olhando para o lado da praia, não conseguia
distinguir onde terminava o mar e começava o céu, de tão densa a neblina, e
olhando para a direita, mal podia distinguir a mata ciliar da praia, nunca me
senti tão sozinha, porém nunca me senti tão acolhida pela natureza, tão segura
do que queria fazer, e tão perto de Deus...
Apenas no final dessa seção
consegui ver o sol forte brilhando no céu, chegando no Forte, onde a Fátima e o
Rudival assumiram a equipe para os próximos 4,4km de estrada de chão e
paralelepípedo. Tudo correu bem nas seções seguintes, apesar do tombo que o
Wagner levou na trilha da seção 7. Nessa altura, o trio composto pelo Wagner,
Rudival e Cláudio já estava bem a frente do nosso sexteto.
As seções que se seguiram, 8, 9 e
10, compostas pela Praia Grande e Praia do Ervino, eram certamente as paisagens
mais lindas da prova, porém também as mais difíceis, pois toda a extensão
dessas praias é composta por areia fofa, onde o sol aquela hora do dia não dava
trégua, estava forte pra caramba pois era por volta de meio dia quando nossas
equipes passaram por esses trechos, se não fosse a dica do Cláudio de correr
esse trecho descalço e bem pela beiradinha da água, acho que teria sido bem
mais difícil para mim fazer a seção 10, porém segui a dica dele, e fiquei muito
feliz ao constatar que realmente correr na areia descalço é bem mais fácil
porque os pés não ficam tão pesados.

Seguia-se então a seção 11, onde
a Fátima e o Rudival foram muito guerreiros para percorrer 6,7km de uma estrada
de chão que estava sendo asfaltada, porém estava horrível, com muita poeira,
pedras grandes soltas no chão, que doíam os pés mesmo que estivessem de tênis,
pra ajudar o sol não dava trégua, e em poucos pontos haviam árvores para fazer
alguma sombra para os atletas. Nesse percurso quem estava acompanhando de carro
como apoio via claramente na expressão dos atletas como foi duro esse trecho,
quero deixar meus parabéns especial aqui àqueles que correram nesse trecho,
porque não foi fácil.
Deisiane e Cláudio assumiram a
prova na seção 12, para mais 7,1km de estrada de chão, depois Celinha e Wagner
na seção 13 para 5,9km de estrada de chão também, na penúltima seção, já todos
muito cansados e na expectativa de terminar a prova, assumiram Rudival e
Wellington para 5,1km de terrenos mistos, e finalmente a última seção, Yonara e
Cláudio, que esperavam muito ansiosos para percorrer seus últimos 4,3km de
asfalto na BR para terminar a prova.
A chegada no Mercado Público,
brinda um dia inteiro de muita união, alegria, parceria, apesar do cansaço, de
alguns dos nossos amigos estarem com dor, fadigados, mas todos chegaram com um
grande sorriso no rosto, e com marcas que nunca serão apagadas da memória, de
um dia lindo, onde a corrida foi apenas um dos ingredientes, pois estar com a
família, com os amigos que amamos, vermos a superação e o esforço de cada um,
correr em lugarem maravilhosos, são coisas que fazem uma corrida como esta se
tornar inesquecível!

A única ressalva que temos que
fazer é quanto à sinalização do percurso para os carros de apoio, pois em
muitos momentos não sabíamos para onde ir, e várias vezes acabamos nos perdendo
e quase nos atrasando para deixar nossos atletas nos próximos pontos de troca.
Também ficamos tristes por termos nos desencontrado dos pais da Deisiane, que
tão carinhosamente nos receberam em sua casa, e que foram até São Francisco
para nos fazer uma surpresa nos esperando na chegada, mas que acabaram se
perdendo e voltando para Itapoá sem nos encontrar.
Porém tenho certeza que essa não
foi a última oportunidade que tivemos de estar juntos, porque os amigos que
fazemos nas corridas, trazemos para a nossa vida, e mesmo quando não tiver uma
corrida no meio, podemos nos reunir para comemorar nossa amizade (se tiver
cachorro quente, fica melhor ainda, claro...).
Quero agradecer pela companhia e
amizade de cada um de vocês, e parabenizar pelo seu esforço nesse dia tão
inesquecível, e também dizer que essa prova não foi nada fácil para mim, mas
que, ao lado de vocês, enfrentaria tudo de novo!
Yoyo.
X CORRIDA DA POLÍCIA CIVIL DO PARANÁ - 15/09/2013
Corrida da Polícia Civil 2013
Neste domingo dia 15 de setembro foi realizada a prova da Policia Civil com horário da
Largada pontualmente às 8:00 hs para os atletas que fizeram 10Km e as 8:20 hs para
os atletas de 5 Km.
Mesmo com o forte calor , o que não poderia faltar era a alegria da familia Jacaré de Conga.
Nosso amigo Sassá instalou a Tenda, e claro, ficou confortável para nosso encontro antes
do início da prova.
Contamos com a presença da Jaca Letícia , filha do Sassá para cuidar da Tenda enquanto
todos os outros Jacarés foram para mais um desafio.
Tivemos vários Jacarés presente e todos sem exceção com muita disposição, harmonia e
e muita raça pra encarar o calor forte da manhã deste domingo.
Parabéns a todos e que Deus nos abençoe sempre.
Abraços
Adri Alves